quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Que lindo!


Kathe Fraga Fraga-That_Soft_Summer_Day_WebSuzana estava exausta. Era sexta-feira, última aula do dia. A turma conversava ininterruptamente. O barulho era ensurdecedor, mas Suzana com a cabeça deitada na carteira também trocava algumas palavras com as amigas Ana e Lavínia. O professor de Biologia acabara de entrar na sala. Ele amigavelmente, depois de conseguir silencio, disse que gostaria de saber qual curso cada um dos alunos tentaria no vestibular daquele ano. Cada um iria dizer o curso escolhido na ordem das fileiras, onde estavam sentados. Suzana havia decidido recentemente - devia ter no máximo uma semana - fazer o curso de Música. Era chato ver a reação das pessoas quando ela falava acerca de não querer tentar Direito, mas Música. Muitos consideravam estranha a escolha feita por ela. Depois Suzana passou a lidar bem melhor com a situação, mas neste dia em questão a jovem estava confusa. Quando caiu em si e percebeu que teria de dizer o curso escolhido na sala e na frente de todos, Suzana acreditou não estar preparada. Ficou tão nervosa, seu coração disparou, de uma hora para outra seu corpo esquentou e começou a transpirar muito. A maioria dos alunos dizia Direito e de repente chega a vez de Suzana, ela nem havia concluído seu pensamento sobre a situação. Mas, rapidamente resolveu ser ela mesma, ser sincera, não ter medo de ser julgada. Precisou de muita coragem, mas falou ''Música'', com o coração aos pulos e a voz trêmula. Foi uma surpresa para ela, o professor instantaneamente abriu um sorriso e disse ''Que lindo'', com os olhos fixos nela. Suzana não sabia o significado daquele sorriso, mas gostou de vê-lo. O silêncio quebrou-se. A turma toda sorriu e os alunos começaram a dizer ''que fofo'' e ''ownt''. O sentimento de Suzana foi surreal, foi mágico. Era como se finalmente ela tivesse encontrado o seu caminho e a decisão pelo curso, apesar de recente já estava fazendo sua vida mais feliz. Viver isto a fez bem. Foi um desafio. Foi crucial para responder milhões de questionamentos em sua mente. O contentamento não era devido a aprovação das pessoas, ela não precisava disso. A contextura da felicidade foi reconhecida pois a sensação de assumir a personalidade, o desejo, a coragem e a sua essência era maior do que qualquer medo. Suzana foi para a casa radiante. Foi uma manhã inesquecível, especial e muito feliz. 

Mariana Souza

terça-feira, 8 de julho de 2014

Suposta Paixão



Minhas expectativas consomem meus pensamentos e o meu coração começa a sentir-se aquecido. Não deveria, mas estou me entregando, afinal sempre é necessária a audácia de tentar de novo. É uma nova manhã convidativa ao desabrochar de atitudes que eu nunca tive. O meu desejo corre desesperado através do meu ser. Minha esperança cresce e anima-me, destilando coragem por aqui. O instante passa e eu farei minha parte, espero como sempre o incalculável, na singela torcida para que tudo dê certo e caso não dê, eu saiba lidar. Estou oscilando entre a sensatez e a paixão, entre o viável e o impossivel. Meus devaneios são incontrolavéis. Minhas emoções chegam lépidas. É desgastante conter-me.

Certas condições me fazem acreditar. A visão da situação me alegra. Por mais que eu negue, ou mais doses de paciência eu me receite, talvez esta seja a hora de recomeçar.

Mari

sábado, 26 de abril de 2014

Encontrando esperança!


"Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: "José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo." Mateus 1:18-20

Quando Maria e José estavam noivos, permanecendo sem a pratica de relações sexuais, aconteceu que Maria achou-se grávida. Segundo o texto acima, a primeira reação de seu marido, José, foi cancelar o casamento. Imagino o quanto ele deve ter se sentido triste, pensando que Maria o tivesse traído. Talvez José tivesse esperado durante toda a vida, para encontrar a pessoa certa e quando finalmente a encontra e, fica noivo, sofre uma decepção. Porém, a notícia da gravidez, mais tarde, faria José mudar de ideia. Ele descobriu a verdade: Maria estava grávida, pelo Espírito Santo e a criança a qual nasceria era Jesus, o Salvador da humanidade. Rapidamente, um acontecimento aparentemente mau, revela-se incrivelmente bom. Quero dizer exatamente isto, às vezes, uma situação parece triste, levando toda a nossa esperança embora, mas talvez ela culmine em histórias muito boas para se viver. Talvez o desprazer, o qual te faz chorar hoje, resultará em beneficio e alegria amanhã. Confie em Deus, espere, tenha fé e esperança nEle.

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Romanos 8:28 

Mari

quarta-feira, 5 de março de 2014

Você quer ser meu amigo?



(leia ouvindo essa musica aqui)

  Você quer ser meu amigo? Sabe, há tempos desejo fazer esta pergunta. Vamos deixar a amizade entre nós dois fluir? Ela seria especial, seria apenas nossa. Podemos criar um laço, protege-lo para nunca ninguém o desfazer. Talvez seja estranho pedir a amizade de alguém, mas na verdade não é pedir para que ela exista, mas sim para que ela cresça. Eu gostei tanto de te conhecer e ir conhecendo mais aos poucos. Sinto-me feliz quando estamos juntos. É divertido estar ao seu lado, como aquela amizade a qual eu sempre sonhei.

   Tente imaginar se começássemos a ter altas conversas durante todas as tardes, contando tudo um para o outro e compartilhando gostos em comum, seria tão bom. Eu quero te ajudar, eu desejo te fazer feliz e ser a melhor amiga que eu puder. Apresentaremos um para o outro novas canções. Você irá completar minhas frases e eu te ensinarei a gostar de ler.

   Você é uma pessoa incrível, completamente encantadora e amável. Você conseguiu cativar-me. Eu desejo sempre ter uma nova oportunidade para encontrar-te apenas para estarmos juntos e isso já seria suficiente. Minhas palavras neste texto chegam a você a distância, mas quem sabe um dia eu estarei aí, sendo presente companhia fazendo você sorrir.

 Mari

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Amor Literário!




Ela se levantou, praticamente ao mesmo tempo no qual batia o sinal do recreio. Carregava um livro. "Para Viver um Grande Amor", de Vinicius de Moraes. Parado na porta com olhar meio perdido estava um garoto. Ela observa o amigo de maneira comum mas concluindo que ele era bem bonito. Diz "oi". Recebe um "oi" de volta. "Pra onde você está indo?" diz a jovem saindo de em frente a porta, onde atrapalhava a passagem. "Não sei", responde o estudante rindo. Ele não sabia explicar que apenas procurava alguém conhecido para aproximar-se e conversar. "Vamos a biblioteca?" Ela sugere, levantado o livro, que segura com a mão direita. "Tabom", disse ele. Os dois foram andando e depois de vários corredores e vãos de escada chegaram ao melhor local da escola para ela, mas pouco frequentado para ele. Não que o garoto bonito não gostasse de ler, mas é que ele só pegava livro de vez em quando, diferente da amiga, quem comparecia a biblioteca toda semana. Deixando-o para trás ela vai direto a estante dos livros de literatura brasileira. Ele vai atrás. Ela pega O Recado do Morro, de Guimarães Rosa. Logo se distrai com os livros de poesia. Ele a observa. Ela estava com os olhos brilhando, tirava vários livros da prateleira e se encantava, parecia uma criança rica na manhã de natal. "Ela é tão diferente", pensa o garoto, retirando da prateleira "Felicidade Clandestina" de Clarice Lispector, mas rapidamente põe de volta com cara de desânimo." Chega mais perto da amiga, olhando para a pagina aberta do livro que ela segurava. Ele silenciosamente lê um verso de Olavo Bilac. Gostou. Aproximando o livro do rapaz ela o ouve sussurrar "vamos sentar". Os dois vestibulandos sentaram-se no chão, pois não havia mais nenhuma mesa vazia. Ela deu o livro a ele, contente e orgulhosa por incentivar uma pessoa a ler mais. Ele pega o livro e começa a ler baixinho. Os dois comentavam os poemas a cada pagina que passavam. O ar estava cheio de sensibilidade e leveza. Ela estava acostumada. Ele não. Nunca se sentira tão sensível. Aquela manhã estava sendo diferente. Ambos perceberam. Ela amava ler ao lado do amigo, a quem sempre tivera grande admiração. Estava feliz. Ele aproveitava cada segundo na companhia tão especial da moça. Sentia-se bem. Os dois tinham uma mesma certeza: aquilo era algo novo, era algo bom. A esperança soava como uma canção, fazendo os dois acreditarem que aquilo um dia poderia dar certo.

Mariana Souza

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Festa!

Tudo começa com a noticia da existência dela e logo depois chega a duvida "serei convidada?" Entusiasmo e ansiedade me percorrem. Mesmo sem a certeza do convite penso em como me vestirei, em qual mesa sentarei e ainda tem o presente... Passa um tempo, chega a resposta. Aquele convite finalmente encontra-se em minhas mãos, me obrigando a abrir um sorriso. Agora sim. Meus preparativos. Meu look. Depois de duvidas e trocas, aceito a sugestão da mamãe e tenho uma decisão final: o vestido vintage de bolinha, o ultimo que comprei. Joias, sandália e bolsa escolhida e o make fica de improviso. O presente ja pensado, com ele está tudo certo. Vamos às especulações: Quem vai que eu conheço? Vou chegar lá sozinha ou irei com alguem? Vai ter dj? Será que algum garoto irá me chamar pra dançar? O bom mesmo é relaxar e tentar com tranquilidade esperar. Curtir a festa, comer, dançar, rir, tirar fotos e enfim, me divertir.  

Mari